sábado, 17 de abril de 2010

SAUDADE

... Tenho andado, digamos assim, "numa de saudade"

A saudade não tem cor, mas pode ter cheiro. Não a podemos ver nem tão pouco tocá-la, mas sabemos que é grande
A saudade pode ser o sentimento que alimenta um relacionamento amoroso, ou apenas o que sobra dele.Pode ser uma ausência suave, ou um tipo de solidão.
Pode ser a recordação daquele momento e daquela pessoa, que um dia,mesmo sabendo ser impossível, ousamos querer ver.

Saudade é a dor de quem encontrou e nunca mais encontrará, de quem sentiu, e nunca mais voltará a sentir.

A saudade mistura-se com outros sentimentos e transforma-se: a soma da saudade com a
solidão, significa DOR, o resultado da saudade com a esperança é a MOTIVAÇÃO.

A saudade é o registo fiel do passado. É a prova incontestável de tudo o que vivemos
e ficou impresso na alma. Ao confessarmosuma saudade, estamos na verdade, a vangloriar-nos, de pelo menos uma vez na vida,termos conhecido pessoas e vivermos situações que foram boas e serão eternas nas nossas almas, e nutri-la é,alimentar o espírito e a própria existência.

Se há tantas e, ao mesmo tempo, tão imprecisas definições de saudade,resta-nos apenas
cultivá-la e alimentá-la, com pensamentos, música, fotografias, lugares,fins de tarde e madrugadas.
Saibamos viver plenamente o presente, pois ele será A SAUDOSA LEMBRANÇA DE AMAHÃ.

2 comentários:

  1. "A saudade não tem cor, mas pode ter cheiro"

    Será que a saudade não tem cor..?!
    Eu acho que tem... eu sei que saudade também pode ter cor..
    sim há saudades com cores, em mim!

    Eduardo, Olá!

    A propósito de saudade, trago-lhe aqui um poema de Machado de Assis de que gosto muito e tem também a ver com as Suas palavras, das quais também gostei muito, por dizerem muito do ser, do sentirmos em nós a saudade.., lugares, pessoas, momentos...

    Quem a não sente..?!

    Dois horizontes confluem na nossa vida, a saudade e a esperança... será?!!

    "Dois horizontes fecham nossa vida:

    Um horizonte, — a saudade
    Do que não há de voltar;
    Outro horizonte, — a esperança
    Dos tempos que hão de chegar;
    No presente, — sempre escuro,—
    Vive a alma ambiciosa
    Na ilusão voluptuosa
    Do passado e do futuro.

    Os doces brincos da infância
    Sob as asas maternais,
    O vôo das andorinhas,
    A onda viva e os rosais;
    O gozo do amor, sonhado
    Num olhar profundo e ardente,
    Tal é na hora presente
    O horizonte do passado.

    Ou ambição de grandeza
    Que no espírito calou,
    Desejo de amor sincero
    Que o coração não gozou;
    Ou um viver calmo e puro
    À alma convalescente,
    Tal é na hora presente
    O horizonte do futuro.

    No breve correr dos dias
    Sob o azul do céu, — tais são
    Limites no mar da vida:
    Saudade ou aspiração;
    Ao nosso espírito ardente,
    Na avidez do bem sonhado,
    Nunca o presente é passado,
    Nunca o futuro é presente.

    Que cismas, homem? – Perdido
    No mar das recordações,
    Escuto um eco sentido
    Das passadas ilusões.
    Que buscas, homem? – Procuro,
    Através da imensidade,
    Ler a doce realidade
    Das ilusões do futuro.

    Dois horizontes fecham nossa vida."

    Um abraço amigo de Bom fim de semana.
    dulce ac

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  2. Eu perguntei:

    Dois horizontes confluem na nossa vida, a saudade e a esperança... será?!!

    E o Eduardo respondeu, nestas palavras que transcrevo:

    "Saibamos viver plenamente o presente, pois ele será A SAUDOSA LEMBRANÇA DE AMANHÃ"

    E por fim a mim resta-me subscrever em absoluto as Suas palavras Eduardo..!!
    Obrigado!
    dulce ac

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