... Tenho andado, digamos assim, "numa de saudade"
A saudade não tem cor, mas pode ter cheiro. Não a podemos ver nem tão pouco tocá-la, mas sabemos que é grande
A saudade pode ser o sentimento que alimenta um relacionamento amoroso, ou apenas o que sobra dele.Pode ser uma ausência suave, ou um tipo de solidão.
Pode ser a recordação daquele momento e daquela pessoa, que um dia,mesmo sabendo ser impossível, ousamos querer ver.
Saudade é a dor de quem encontrou e nunca mais encontrará, de quem sentiu, e nunca mais voltará a sentir.
A saudade mistura-se com outros sentimentos e transforma-se: a soma da saudade com a
solidão, significa DOR, o resultado da saudade com a esperança é a MOTIVAÇÃO.
A saudade é o registo fiel do passado. É a prova incontestável de tudo o que vivemos
e ficou impresso na alma. Ao confessarmosuma saudade, estamos na verdade, a vangloriar-nos, de pelo menos uma vez na vida,termos conhecido pessoas e vivermos situações que foram boas e serão eternas nas nossas almas, e nutri-la é,alimentar o espírito e a própria existência.
Se há tantas e, ao mesmo tempo, tão imprecisas definições de saudade,resta-nos apenas
cultivá-la e alimentá-la, com pensamentos, música, fotografias, lugares,fins de tarde e madrugadas.
Saibamos viver plenamente o presente, pois ele será A SAUDOSA LEMBRANÇA DE AMAHÃ.
"A saudade não tem cor, mas pode ter cheiro"
ResponderEliminarSerá que a saudade não tem cor..?!
Eu acho que tem... eu sei que saudade também pode ter cor..
sim há saudades com cores, em mim!
Eduardo, Olá!
A propósito de saudade, trago-lhe aqui um poema de Machado de Assis de que gosto muito e tem também a ver com as Suas palavras, das quais também gostei muito, por dizerem muito do ser, do sentirmos em nós a saudade.., lugares, pessoas, momentos...
Quem a não sente..?!
Dois horizontes confluem na nossa vida, a saudade e a esperança... será?!!
"Dois horizontes fecham nossa vida:
Um horizonte, — a saudade
Do que não há de voltar;
Outro horizonte, — a esperança
Dos tempos que hão de chegar;
No presente, — sempre escuro,—
Vive a alma ambiciosa
Na ilusão voluptuosa
Do passado e do futuro.
Os doces brincos da infância
Sob as asas maternais,
O vôo das andorinhas,
A onda viva e os rosais;
O gozo do amor, sonhado
Num olhar profundo e ardente,
Tal é na hora presente
O horizonte do passado.
Ou ambição de grandeza
Que no espírito calou,
Desejo de amor sincero
Que o coração não gozou;
Ou um viver calmo e puro
À alma convalescente,
Tal é na hora presente
O horizonte do futuro.
No breve correr dos dias
Sob o azul do céu, — tais são
Limites no mar da vida:
Saudade ou aspiração;
Ao nosso espírito ardente,
Na avidez do bem sonhado,
Nunca o presente é passado,
Nunca o futuro é presente.
Que cismas, homem? – Perdido
No mar das recordações,
Escuto um eco sentido
Das passadas ilusões.
Que buscas, homem? – Procuro,
Através da imensidade,
Ler a doce realidade
Das ilusões do futuro.
Dois horizontes fecham nossa vida."
Um abraço amigo de Bom fim de semana.
dulce ac
Eu perguntei:
ResponderEliminarDois horizontes confluem na nossa vida, a saudade e a esperança... será?!!
E o Eduardo respondeu, nestas palavras que transcrevo:
"Saibamos viver plenamente o presente, pois ele será A SAUDOSA LEMBRANÇA DE AMANHÃ"
E por fim a mim resta-me subscrever em absoluto as Suas palavras Eduardo..!!
Obrigado!
dulce ac