domingo, 31 de janeiro de 2010

OBSERVAR

....... È bom observar e descobrir, que ainda podemos ter esperança, que as pessoas irão
melhorar enquanto humanas, mesmo a viver numa época de descomprometimento como vivemos,
mesmo enfrentando a realidade que conhecemos, mesmo vendo cenas de desrespeito e falta
de amor, o AMOR que precisamos todos os dias no nosso País e no Mundo.
Para muitos estas observações podem parecer vulgares e pequenas demais para delas
falar.Outros, provavelmente dirão que se trata de uma utopia. Na verdade, esse é o grande
problema, pois normalmente achamos que o que é pequeno, é pequeno para ser notado.
Muitos acreditam que quando jogamos o lixo, no lixo, esse gesto em si, não irá
mudar o Mundo, e provávelmente não. Contudo é inegável que tal acção é um exemplo de hi-
giene, humanização, e eduacação, que precisamos nos dias de hoje. Coisas mínimas como esta, ou pedir desculpa a alguém, admitir os erros por mais pequenos que sejam,elogiar o
que esta bem feito, agradecer algo, respeitar as diferenças, preocupar-se com o próximo,
são na verdade coisas pequenas, mas de enorme valor para a nossa valorização
Enfim, somos enquanto família, enquanto pais responsáveis, enquanto protagonistas
deste Mundo, responsáveis, não só pelo nosso destino, como também do nosso próximo.

FALAR

....... Muitas pessoas falam sem pensar, ou deixam que as palavras saiam antes
do pensamento estar completo.
Recordemos sempre o proverbio "UMA PALAVRA FORA DA BOCA, É UMA PEDRA FORA DA MÃO2
A pedra, invariavelmente irá atingir alguém, ou partir qualquer coisa, e portanto
está o desadtre consumado.
Por isso não adianta dizer NÃO ERA ISSO QUE QUERIA DIZER, pois está dito e pronto.
Há três coisas na vida que nunca mais voltam: o tempo passado, a oportunidade per-
dida e a palavra proferida. Assim é fundamental que pensemos antes de falar.

फलर

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

GOSTAR DA VIDA
....... Penso que só aprendemos a gostar de alguma coisa, quando nela esncontramos algum
mistério, tal é aforça que exerce sobre nós o desconhecido, quando nos apercebemos da sua
existência. Mas há quem ´não se apereceba (ou não queira) da existência do desconheciso,
e por isso continuam presos aquilo que conhecem, fechados nas redomas das suas convicções e poirtanto, para esses o mundo não tem mistérios, e o mesmo se pode dizer em relaçáo à vida
Por vezes as nossas desilusões, as crenças baseadas na experiência diária, na rotina, e nas frustrações geradas pelos fracassos experimentados, levam-nos a descrer na possibili-
dade da vida ser surpreendente. E de facto, ela é mesmo surpreendente, desde que lhe
prestemos a devida atenção, e não deixemos que ela nois imponha seja o que for. Contuso
há uma coisa de que a vida não abdica nunca:è ter sempre a última palavra, e aí, muitas vezes, é tarde demais para respondermos ao que nos acontece.
Há quem perfilhe a opinão que "gostar da vida" é uma questão muito subjectiva.É evidente
que o goatar, e nisso reside a sua beleza, é sempre subjectivo. Mas o viver ainda é mais,
porque a vida de cada um é só sua, é algo que nunca poderá ser inteiramente dos outros,
embora possa ser, como é óbvio, partilhada, sem que isso adiminua.
Quando amamos, se amamos verdadeiramente de forma incondicional, não excluimos nenhum
aspecto daquilo que amamos, incluindo os negativos.

sábado, 23 de janeiro de 2010

HAITI

............... Temos vivido dias difíceis, dias de angústia, sofrimento e pesar pelo
tragico acidente ocorrido no Haiti. Depois destes dias há infelizmente pessoas que
nãos se preocupam com os outros,baseados no "coceito" de que o que acontece aos outros
não é problema deles, esquecendo-se dos mais elementares princípios de humanidade.
Contudo não é dessas pessoas que quero falar, apenas dizer-lhes que deviam por exemplo,
recordar-se da parábola do BOM SAMARITANO.
Choca-me ver tantas pessoas a sofrer e tanta pobreza pelo Mundo. Nada ou pouco se faz para tentar pelo menos, amenizar estes problemas. Toavia, para armas, festas, recepções grandiosas, comícios e jantaradas VIP, nunca falta dinheiro. Olho e vejo os outros a
sofrer, mas o pior, é que estãp no meio de OUTROS.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

De volta.....
Quando o navio UCRANIA (Russo) deixava para trás a Baía de Luanda, tentei a rodo o custo
controlar a emoção. Em Angola deixava um pedaço de terra e de vida. Sózinho ia enfrentar
o desconhecido e uma terra que não era minha. Não tive outra solução, senão abandonar
tudo: casa, emprego, haveres,e amigos de uma vida.
à chegada a Lisboa passei a ser mais um "retornado". Èramos milhares e milhares vertendo
lágrimas de dor, saudade, e de sonhos de uma vida perdida. Foi o preço da opressão e da
liberdade. Mas o nosso calvário não se ficou por aí, pois continuou no acolhimento de
que fomos alvos,nos títulos de "honra" com que fomos rotulados: FASCISTAS, COLONIZADORES
RETORNADOS.Este último foi o que mais tempo perdurou, embora ainda nos tenham chamado
FAMIGERADOS RETORNADOS.No mercado de trabalho foi uma desgraça pois fomos vítimas de um
egoismo tremendo e doentio de uma discrimunação indiscritivel. Tentar afirmar que os nascidos em Àfrica e de rigem Portuguesa, eram na generalidade amigos dos Africanos, e que os respeitavam, era tempo perdido,pois todos estes argumentos não interessavam e ponto final.
Não tivenos nem temos que nos envergonhar. Somos sim desalojados, retornados ou refugiados, de cabeça erguida, que nos sujeitamos às piores humilhações e privações, que as soubemos en-
frentar e derrubar, dando um exemplo de como se passa dessas situaçóes, para outras bem
mais relevantes.
Vergonha na cara deveriam ter tido certos governantes e militares e que infelizmente
ainda hoje por aí passeiam, fardados ou à paisana, sem nunca terem sido julgados, nem
prestado contas do negócio do Alvor, ou em escuras negociações fora do País. Vergonha deviam ter aqueles que nos receberam de nariz espetado, com receio de lugares, de partilhar a sardinha e a broa que os alimentou durante dezenas de anos. Vergonha deveriam ter os que depe
depressam iniciaram uma autêntica exploração, aproveitando-se da necessidade e urgència
de sobrevivência dos retornados. Fomos o instrumento para então, salvar muitas empresas da
falência a que estavam votadas sendo a indústria Hoteleira o caso mais flagrante. Fomos
esprimidos nas nossas parcas economias por muitos oportunistas. Fomos negociados como ma-
téria prima para outros Países, fomos apelidados de exploradores, quando afinal a exploração
se dava nop proprio País. Toleramos e sofremos as consequências da guerra colonial,m sendo
esta uma parte da factura que sempre fomos obrigados a pagar. Porque razão temos que ter vergonha.Por todo o lado demonstrámos o poder da nossa iniciativa e execução nas mais variadas actividades com uma espantosa capacidade de adaptação. Já demonstramos o que somos e valemos, mas ainda temos uma palavra a dizer. É CASO PARA TERMOS VERGONHA?

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O FUTURO MAIS BRILHANTE, É BASEADO NUM PASSADOM INTENSAMENTE VIVIDO.

domingo, 17 de janeiro de 2010

MEMÓRIAS

............. Volto hoje ás minhas memórias, para recoradar.
Recordar significa, passar de novo pelo coração, e quem não fizer isto, não conhece
o que o sustenta como uma pessoa, e vive uma vida sem história.A vida é feita de memória.
Recordar é viver e por isso volto a mergulhar no passado, para recordar o dia em que
no distante mês de Novembro de 1975, mas que me parce tão próximo, deixei Angola.
No porto do Lobito, as pessoas surgiam do nada, umas atrás das outras, numa correria
louca,com o semblante carregado de pânico, tentando a todo o custo embarcarem no
"CONGO" o único navio Português, atracado ao cais. Ao longe, para além do som, conse-
guiamos vislumbrar os clarões provocados pelas armas pesadas da Unita, que nessa
altura fustigavam Benguela.O medo e o propósito de todos era só um: sair dali o
mais rápido possível, para pelo menos por a salvo a integridade fìsica.
Já a bordo do navio com destino a Luanda, sentia dentro de mim uma raiva que ficou
até ao fim. Queria morrer com essa raiva, mas a morte, que até há bem pouco tempo
parecia estar tão perto começou a afastar-se pouco a pouco, dando lugar a uma
semiconsciência que permaneceu até à nossa chegada a Luanda.

sábado, 16 de janeiro de 2010

ANIVERSÁRIO DO MEU FILHO NUNO

..................Há alguns anos atrás, mas que me pracem tão próximo, recebi-te
nos meus braços, ainda pequeno e indefeso.Uma enorme alegria explodiu dentro de
mim, como um vulcão de amor.Levantei os olhos para DEUS e num gesto simbólico,
agradeci e devolvi-te ao teu "DONO" e "SENHOR".
Superdotado e incrivelmente inteligente, nada passava por ti, pois a tua cultura
começou com a audição, a visão,a observação, para logo desde pequeno, abrir os livros e tudo consumir,tudo querer saber.Corajoso, nunca te escondeste, e deste sempre a cara com a verdade,mostrando a todos que a tua dignidade era maior que
tudo.
Crescete e és agora um HOMEM realizado e feliz. Gostaria, hoje e agora, dizer-te
uma vez mais que na pior altura da minha vida em que precisei de alguém, só tu fosta
o mais bravo, forte, presente e solidário até ao fim.
Escrevo hoje com uma emoção enorme e independentemente do que possa acontecer ou vir
a acontecer, tu és o meu maior tesouro. O meu amor por ti, não tem barreiras, não tem
tempo, pois é maior que o Mundo.
Espero e desejo que ao leres estas mal traçadas linhas, consigas sentir o amor do teu
pai, hoje e sempre. FELIZ ANIVERSARIO.
Do teu pai, grato ao PAI, pelo filho que me deu.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

SABER VIVER

............ Saber viver. Saber tem a mesma origem de sabor. Saber viver é saborear
a vida, sentir o seu gosto, e perceber o que a vida tem para nos dar. Mas quantos
sabem dizer qual o sabor que a sua vida tem? Será que só tem sabor a, sangue, suor e lágrimas? Será que tem um sabor doce e refinado?
Realmente só saberemos qual o sabor da nossa vida, se nos deixarmos levar por ela, sem tentarmos domesticá-la, pois a vida não é algo que possamos domar a nosso belo prazer, através do nosso intlecto. A vida vai muito mais para além disso.
Só quando nos deixamos levar pela vida é que temos realmente a oportunidade de saborear os maravilhosos sabores da VIDA.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

O SEGREDO DA VIDA É VIVER
......................... Por vezes preferimos dar mais importância,a algo que já
aconteceu e onde não podemos mais voltar, do que valorizar o presente, o que está vivo, e que necessita de afecto, carinho e compreensão, e de uma vez por todas arrumarmos nos nossos corações, o sofrimento, o rancor, o ódio e a dor. Não vale a
pena sofrer pelo passado, não vale a pena sentirmo-nos derrotados, pois isto só nos
trará mais angustias e tristezas. Somos feitos para amarmos uns aos outros, viver para perceber o significado de ser livre, apreciar o que é bonito e deve ser vivido.
Viver a vida com amor, faz-me acordar todos os dias feliz e perceber como DEUS é bom, como tudo vale a pena, e sentir uma reciprocidade., i.e.,o que posso dar ao
Mundo e o que este me pode dar.
Viver é ter amigos, é lutar e manter-se vivo. Viver é ser faliz pois basta querer.
Viver é saber que a decepção não mata, que hoje é o reflexo de ontem. Viver é saber
que a dor fortalece, que vencer engrandece. Viver é saber que a beleza não está no
que vimos, mas sim no que sentimos. Viver é aprender com os erros, é saber que tudo depende da vontade. Viver é sabermos que o melhor é sermos nós mesmos.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

SEI

Sei que tenho muitos defeitos, posso viver ansioso e irritar-me algumas vezes, mas não esqueço nunca que a minha vida é um grande empreendimento, e só eu psso evitar
que desabe.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todas ais incompreensões, desafios e tempos de crise. Ser felia é deixar de ser vítima dos problemas, é tor.
nar-se o autor da própria história.É atravessar mares de tempestades, é atravessar
desertos e encontrar um oásis no rêcôndito da alma.È agradecer a DEUS todos os dias pelo milagre da vida. SAer feliz é não ter medo dos próprios sentimentos, é saber falar de si mesmo, é saber ouvir um NÃO. É ter segurança para receber e aceitar uma
crítica, ainda que injusta.É viver intensamente,é chorar, rir, sofrer, participar das coisas e achar verdade naquilo que se faz. É encontrar em cada gesto da vida, o sentido exacto para se acreditar nela e senti-la

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ninguém é assim tão velho para que não acredite
que poderá viver por mais um ano...............

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

SER

SER ..,E NÃO SER
.................. Uma das maiores prisões que podemos ter na vida é aquela, quando descobrimos que estamos a ser aquilio que não somos, mas aquilo que os outros gostariam que fossemos. Geralmente quando se começa a viver muito em torno disso, é
porque estamos mais preocupados com o que pensam de nós, do que co aquilo que sabemos
de nós próprios.
Uma das coisas que mais me seduz em JESUS, é quando descubro que
existia NELE uma enorme capacidade de olhar bem dentro do olhos, e fazer com que aquele que era olhado se reconhecesse e olhasse para si verdadeiramente.
Drante muito tempo, preocupei-me com o que os outros pensavam a
meu respeito. Hoje, o que os outros pensam de mim pouco ou nada me importa, porque a
minha salvação, não depende disso, mas sim do que DEUS sabe a meu respeito.

domingo, 10 de janeiro de 2010

.......... EM CADA DIA QUE VIVO, MAIS ME COMVENÇO, DE QUE O DESPERDÍCIO DA VIDA
ESTÁ NO AMOR QUE NÃO DAMOS, NAS FORÇAS QUE NÃO USAMOS, NA PRUDÊNCIA EGOÍSTA QUE
NADA ARRISCA E QUE ESQUIVANDO-NOS DO SOFRIMENTO, PERDEMOS TAMBÉM A FELEICIDADE.

sábado, 9 de janeiro de 2010

SAUDADES

............... ESCREVO ESTA CARTA A MIM MESMO, POIS SINTO SAUDADES DA PESSOA QUE FUI.
NÃO CONSIGO PERCEBER MUITO BEM, O QUE ESTÁ A ACONTECER, POIS ANDO SEM GOSTO PELAS
COISAS E SEM ALEGRIA NO DIA A DIA.
SE SOUBESSE QUE O TEMPO PASSA TÃO RÁPIDO, TALVEZ TIVESSE VIVIDO MELHOR, E NÃO TER
DEIXADO ESCAPAR TANTAS CHANCES.
MAS PENSANDO BEM, É MELHOR EU SER FELIZ HOJE E AGORA, POIS DAQUI A MAIS ALGUNS ANOS, TALVEZ EU POSSA VIR A TER SAUDADES DAS CHANCES QUE HOJE DEIXEI ESCAPAR.
VIDA CIVIL- continuação
......... Foi como atrás disse, no B,C.A. do Lobito ~que me tornei profissional da
Banca. Embora tenha permanecio nessa Agência pouco mais de um ano,fiz notãveis progressos em termos de conhecimentos bancários, mas sobretudo, grandes amizades.
Recordo O Abílio e o Hernani, o Reboredo, o gerente Faria, os Dias (pai e filho)
por serem os que mais me ensinaram e valorizaram pessoalmente.Destes colegas volvi-
dos todos este anos apenas reencontrei o Abílio no Banco Totta & Açores em Lisboa.
Fui depois transferido para Benguela onde permaneci ate ao dia 01 de Dezembro de 1975
altura em que decidi vir para Portugal.Recordar todos esses anos vividos em Benguela
anos de muitas alegrias, mas também de alguns dissabores e desgostos, não é aqui lugar nem é o tempo para isso.Todavia,agradeço a Deus por me ter permitido vivê-los.
INÍCIO DA VIDA CIVIL (Benguela)
......... Foi durante o tempo de seviço militar que nasceu o meu primeiro filho JOSÉ
CARLOS.acontecimento ao qual não estive presente, por me ter sido negada a necessária
autorização. Mais um abuso e uma prepotência das autoridades de então, que tiveram um mínimo de consideração e respeito por quem posia eventualmente nunca chagar a conhecer o filho.Mais palavras para quê.....
Quando chueguei a Benguela na estação do C.F.B. estavam a minha espera a minha mulher com o meu filho nos braços e o meu querido e saudoso pai. Impossível descrever
o que senti naquele momento.Quando tomei o meu filho nos braços, vi uma lágrima furtiva rolar pela face da minha mulher e pensei: se naquele momento tivesse que escolher entre aquela lagrima, o sorriso de meu pai e o olhar admirado de meu filho,
teria que escolher indubitavelmente aquela lágrima, pois o sorrido podia ser um esgar,o olhar passageiro, mas a lágrima, aquela lágrima era verdadeira.
Depois de dois meses de descanso, ingressei nos quadros do Banco Comercial de Angola,
e fiquei colocado na vizinha cidade do Lobito.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

TROPA - continuação
Apos a conclusaão do curso de sargentos milicianos fui destacado para o Regtº de Infantaria de Nova Lisboa onde permaneci cerca de 4 meses, sendo depois trransferido para a Cmpªde Caçadores em Bengeula, até a altura de integrar a Compªde Caçadores 1206, cujo destino foi o TARI (sector D - Nambuangongo- Norte de Angola. Apos cerca de 30 meses nesta zona operacinal, regressei ao Regtª em Nova Lisboa e passei à disponibilidade. Desses 52 meses da minha juventudo guardo gratas recordações, mas também outras de sabor bem amargo. No livro da MINHA VIDA que escrevi recentemente
relatei tanto quanto a minha memória me permitiu não só factos ocorridos, como ainda varias considerações sobre a GUERRA. Para finalizar quero apenas dizer que quem esteve na guerra, não volta o mesmoVivemosa uma contenda de horrores, de isolamento, de mortes, feridos e estropiados e ainda hoje os resquícios dessa malfadada guerra,
teima em não nps abandonar, mantendo-sae presente, infelizmente, em muitas famílias
sob o disfarce da violencia doméstica, do alcoolismo, do stresse dA GUERRA.nós que
na guerra perdemos a nossa inocência e juventude, permanecemos hoje presentes no
silêncio. NÃO FOMOS SENÃO CARNE PARA CANHÃO.

TROPA

SER$VIÇO MILITASR - de Benguela para Nova Lisboa- Escola Ap. Militar

...... Fui um dos milhares que para o serviço militar fui empurrado, e digo empurrado porque a isso fui obrigado sem escapatória, numa altura em procurava dar
um, ruimo definido `a minhja vida. Cortaram as pernas aos meus sonhos e à minha juventude. Que fiz de errado? Nada. Simplesmente a isso fui obrigado pela estupidez
e prepotência do sistema vigente, que se baseava no conceito de que a guerra era sustentada pelo princípio político da defesa daquilo que era considerado território
nacional, e ainda no conceito de Nação pluricontinental e multiracial.Hoje, tal como
eu, os protagonistas desse tempo estamos na casa dos 60/70 anos, cumprimos o serviço militar que nos impuseram, fizemos a guerra que nunca quisemos,
morreram milhares, sepultados hoje em dia no silêncio e na vergonha.O nosso mal foi combater e morrer, foi obedecer, foi dizer sim a uma data de poltrões que só sabiam sacudir a água do capote.O que fizeram por nós?Absolutamente nada.O que demos nós?
Tudo. Resta-nos apenas recordar, mas não desapareceram nem as memórias nem as sequelas que ainda perturbam com mais ou menos gravidade, o que vivemos na guerra.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

BENGUELA- Continuação
..... Como escrevi anteriormente, a partir do dia da minha chegada a Benguela, a minha vida sofreu, inequivocamnte uma reviravolta tão inesperasdas como surpreendente.
Tudo aconteceu de forma mais ou menos rápida,alterando por completo, tudo quanto
naquela altura idealuzara para o meu futuro. Ainda antes do seviço militar obrigatório que teria de cumprir, casei, e ficou por terra o sonho de me tornar piloto aviador. Foi então, altura de começar a viver o presente, espreitando o futuro.Tinha que deixar de lado os sonhos do passado, como um conjunto de momentos
que se evaporam no tempo, tinha que viver dis a dia e abandonar de vez uma enorme
carga emocional que só me atrapalhava.Iniciei portanto uma nova vida, meclada de incertezas,coisas boas e más, mas valeu a pena. Foi em Benguela,das acacias rubras,
da paria Morena , da Caota e >Caotinha, da Baia Azul, do sombreiro, da Nossa Senhora
do Pópulo,do Corinje, do Cavaco, dos Bairros Benfica, Camunda e Casseque,onde nasceram os meus 5 filhos, hoje homens e mulheres feito, mas que são sem dúvida, o
meu maior orgulho

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

BENGUELA

BENGUELA-TERRA DO MEU CORAÇÃO

...... Concluido o exame do 7º ano do Liceu, fomos viver para Benguela. Recordo que no dia da nossa partida para Benguela, estava umdia triste e chuvoso, e até parecia que o tempo se tinha associado à minha dor e á minha saudade,por deixar o Lubango.
Foi uma partida dolorosa, pois deixava para trás a terra onde nascera e crescera,o
"meu"Liceu,os meus amigos. Terá sido uma das despedidas mais dolorosas de toda a minha vida.
Contudo uma certa expectativa, acompanhava a minha tristeza,uma vez que iria travar
novos conhecimentos, numa cidade que pouco conhecia, com gente que me era totalmente
desconhecida e de cujos hábitos e costumes nada sabia,mas tudo isso naquela altura
foi associado mais a curiosidade do que a interesse.Talvez não estivesse totalmente preparado para ter a percepção do que implicaria essa mudança tão radical na minha
vida.
Foi nesta amálgama de sentimentos que cheguei a Benguela,mal percebendo que desse dia
em diante a minha vida iria ter uma reviravolta tão inesperada como surpreendente.

बेन्गुएला

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

LICEU DIOGO CÃO
...... Ainda hoje, quase 50 anos depois, sinto saudade do tempo de Liceu, dos amigos que lá fiz, das borlas que os professores nos davam, do batismo das capas e batinas,
dos julgamentos das bestas (fui juiz da academia) das carecas aos caloiros, dos cortejos,das serenatas, dos passeios aos domigos no "Picadeiro" daquele ambiente, da sã camaradagem e amizade.
Sei que é difícil suportar a saudade, mas penso que toda esta saudade é um sentimento
fantástico, porque significa que tudo aquilo por que sinto saudade, e bom, é muito
meu, e posso sempre que quiser, recordar, voltar, matar essa saudade.
LICEU DIOGO CÂO - LUBANGO
.......... O Liceu Diogo Cão, escola que nos preparou para a vida, o Liceu do Reino de Maconge, das praxes académicas a ele associdas,por um grupo bastante grande de antigos estudantes, que se congregaram há mais de 70 anos, numa associação académica especial, e com continuidade temporal, até aos dias de hoja. O seu 1º Rei foi D. Caio
Júlio César da Silveira IV. O reino de Maconge, reino de lenda e fantasia e sonho,
alicerçado numa vivência estudantil comum mas continuada, além Liceu, na fraternidade e amizade que nos une, e que ainda hoje perdura mesmo longe de Angola.
Meu tio António Alves Guimarães, contemporâneo do primeiro rei, foi um dos gandes
obreiros deste reino.
Frquentei este Liceu de 1951 a 1961,altura em que fiz o então última ano liceal (7º)
e desse tempo guardo as melhores e mais gratas recordações da minha vida. Dos professores de então recordo o Mendonça das Forças, O Coutinho (bintóito), a Lizete Paz, o engº Sardinha e outros cujos nomes não recordo, mas que estão bem presentes na minha memória fotográfica. Dos colegas que foram tantos,recordo particularmente
do Hamilton Lopes do Carraça,dos Castro Alves, do Ascenso, dos Tendinha, Abel Traça,
Seabra Pires, O Maló (foi grande guarda redes de futebol, na Académica e no Benfica)
o Juju, o Banazol,O Van Dunen,O Pinho de Almeida, O Higino (de Quilengues)Ana Franco, Clementina, Ana Isabel André, Juanita Almeida,a Bete, São Sousa (filha do comerciante Urbano T. de Sousa)o Pestana (mais conhecido actualmente por Pepetela)
o Damas Branco, O Zé Arnaldo (Z'e dos Calos)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

LUBANGO

...... MUHILAS, designativo de quem naseceu na província da Huíla. Somos também conhecidos por CHICORONHOS,corruptela indígena de os COLONOS. Falar da minha terra
natal,não existiria aqui espaço para tal, por isso é apenas a saudade da terra que me viu nascer, e ainda uma não menos justa homenagem a todos aqueles que através dos tempos a foram edificando e engrandecendo. Tive o grato prazer de a visitar há um ano
atrás, e confesso que mal me revejo naquela terra onde passei muitos anos da minha existência, certamente os meus melhores anos.Poucas ão as referencias propícias para´
sentir-me "em Casa", pois a maioria dos meus amigos,já morreu, ou tal como eu, dali
partimos para outras paragens.Porém é Angola que eu amo e amarei verdadeiramente, e é
por ela que torço. Tive nessa curta visita o grato prazer de rever o meu bom amigo
Orlando Carmo e esposa e não posso esquecer os anos de convivência porque passamos
já que viviamos lado a lado.Foi graato, mas ao mesmo tempo doloroso ver o Liceu onde
estudei até ao setimo ano. A saudade foi tao forte tão indiscriti´vel que as lágrimas brotaram furtivas dos meus olhos, não envergonhadas, mas sim, radiantes de
felicidade, por voltarem a ver aquele Liceu e que de repente me trouxe à momória, gratase queridas recordações algumas delas há muito adormecidas.
Angola (continuação)
...Cheguei a Benguela nos primeiros dias de Agosto de 2009,terra que tinha abandonado há mais de 30 anos,altura em que teve início a campangha para as eleições legislativas. Isso levou-me a pensar redobradamente na minha terra.Qualquer que seja o partido a ganha-las, o importante é agora e mais do que nunca olhar pelos seus desvalidos, atenuar a sua miséria, e proporcionar-lhes um mínimo ,para que possam viver com um minimo de dignidade.Por certo não serão as auto estradas, as avenidas novas e rasgadas,os arranha céus e os hoteis de luxo, que farão a grandeza do líder.
Obra maior e única que o consagrará aos olhos de todos e Deus, serão as medidas que reduzam drásticamente o sofrimento do seu povo, verdadeiros "mendigos de milagres"
que sobrevivendo às condições adversas em que estão crónicamente nergulhados, ainda assim conseguem rir e dançar, de olhos confiadamnte erguidos para o líder em que continuam a acreditar que ainda é possível.

अन्गोला

Angola

Esta vai ser uma página movida por emoções, saudade e recordações de Angola, minha terra natal, e começo por dizer que ser Angolano não é uma questão de cor,é isso sim,
sentimento, é vocação, é amor.
Nasci em Sá da Bandeira-actualmente Lubango-onde cresci e desabrochei para a vida e para o Mundo.Vivi nessa terra 33 anos, e claro que sei o valor de viver numa terra abençoada por Deus, mas obviamente, estou a referir-me a uma Angola que infelizmente era desigual,consoante a cor da pele.Uma Angola colonialista onde os brancos tinham a primazia de por e dispor.Portanto tudo o que posso dizer é de certa forma, pelo
lado dos previligiados,daqueles a quem nada ou quase nada faltou, e que viveram bem.
Contudo tenho muito orgulhoa em dizer que nasci em Angola, e que não é pela simples
condição de ser filho de colonos,que me sinto menos Angolano.Antes pelo contrário,sinto um enorme orgulho pelo facto de meus pais terem deixado Portugal,
partindo para lá, em busca de uma vida melhor.Eles assim escolheram e ajudaram com a sua modesta participação a engrandecer aquela terra.
Uma da mágoas que tenho,é que aquilo, que digo e escrevo de uma Angola que já não
existe, é que muitos Angolanos, pensam que só existe no meu imaginário.E é trite o
facto de muitos Angolanos nunca terem tido a hipótese de viver e disfrutar daquele
País, tal como nós o fizemos, mas como a esperança é a última coisa a morrer...

domingo, 3 de janeiro de 2010

Aos meus filhos.
É pelos filhos que o homem mais fácilmente se supera. O amor dos pais é a unica forma de amor natural, inteiramente desinteressda,no sentido de que os pais identi-
cam o bem dos filhos, com o seu próprio bem, a ponto de encontrarem o seu próprio
bem no dos filhos.A felicidade dos filhos é a sua, porque os filhos são uma parte de si próprios.Ainda por esse motivo, a inveja não se manifesta entre pais e filhos,pois
os pais sentem-se orgulhosos e felizes com os êxitos dos seus filhos e por sua vez
estes com o dos pais.como se fossem seus.Os laços de sangue criam uma solidariedade
que quase constitui, uma espécie de unidade física.Os filhos são para os pais algo de
si mesmos, a carne da sua carne,,destacada deles para formar um ser diferente mas que
continua ao mesmo tempo, a eles próprios, ou melhor dizendo, os pais continuam-se nos filhos.Neles está impressa a semelhança com os pais, e estes encontram-se a si
próprios neles, física e moralmente.Os filhos fazem parte das suas vidas;a felicidade dos filhos fazte da sua;nos filhos sobreviverão.Nada é maior neste Mundo
que o ser humano e dar um filho ao Mundo é motivo de orgulho se limites.Não há outra obra em que o homem seja mais criados,como também não há obra que seja mais sua.
Que ninguém se desvincule do dever de amar o filho, porquanto a difícil tarefa de ser
pai ou mãe tem como consequência a obrigação de ser, o maior motor espiritual que
transmite aos filhos a sabedoria e coragem para a luta constante que o amanhã lhes
reserva.O destino não é frequentemente inevitável,mas uma questão de escolha.Quem faz a escolha escreve a sua própria história,constrói os sus caminhos. Os sonhos não
determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para os tirar do lugar onde estão.
Com muito amor do vosso Pai
O prazer de narrar e de escutar é o de ver os factos serem dispostos segundo um determinado gráfico. A meio de uma narrativa, volta-se às permissaas, e têm-se o prazer de encontrar, razões, chaves, motivações casuais. Que outra coisa fazemos quando pensamos no nosso próprio passado e nos congratulamos em reconhecer os sinais
do presente, ou do futuro? Sem dúvida que esta construção dá, um significado ao tempo, e o narrar é, em suma, apenas um meio de o trnasformar em mito, de lhe fugir.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Há quem atribua a origem de todos os males actuais ao fenómeno da GLOBALIZAÇÃO, e se
calhar até podem estar certos,mas desde que se queira praticar o BEM, até por aí podia ser o caminho. Se rápidamente se chega de um lado ao aoutro do mundo para
lançar bombas, porque não usar essa rapidez, por exemplo, para salvar milhares de
pessoas de morrerem com fome, frio ou doença?
Pelas persianas abertas, o sõl brincou às escondidas. Uma raio de sol suave, traquina
bricou no meu rosto, obrigando-me a despertar. Ignoreio raio de sol traquina e teimoso que iluminava o quarto, fechei os olhos com força, e tentei pensar em coisas bonitas, mas todas elas tinham acabado.Restava apenas as lembranças que apertavam o meu peito, numa saudade tão dorida, que as saudades brotaram, contra minha vontade.
Sol lá fora ... chuva cá dentro.
Não queria mais dor. Depois de me levantar e arranjar sai para a sala.Peguei no bloco de notas que ainda estava onde o tinha deixado, há já alguns dias e sentei-me no sofá. Folhei-o ávidamente e uma pequena anotação, provocou uma dor tremenda no
meu peito. Dia 1 de Agosto. "AMO-TE MUITO PIQUICHO"
Quando estas palavras foram escritas, provocaram em mim, emoções que nenhuma palavra poderá alguma vez descrever. Fechei o bloco, fechei a alma à dor,fechei os olhos e
deixei de lutar contra a medicação que me puxava para a sonolência, tão benevolente e acolhedora, onde nada fica, a não ser o esquecimento de mim mesmo.