sábado, 2 de janeiro de 2010

Pelas persianas abertas, o sõl brincou às escondidas. Uma raio de sol suave, traquina
bricou no meu rosto, obrigando-me a despertar. Ignoreio raio de sol traquina e teimoso que iluminava o quarto, fechei os olhos com força, e tentei pensar em coisas bonitas, mas todas elas tinham acabado.Restava apenas as lembranças que apertavam o meu peito, numa saudade tão dorida, que as saudades brotaram, contra minha vontade.
Sol lá fora ... chuva cá dentro.
Não queria mais dor. Depois de me levantar e arranjar sai para a sala.Peguei no bloco de notas que ainda estava onde o tinha deixado, há já alguns dias e sentei-me no sofá. Folhei-o ávidamente e uma pequena anotação, provocou uma dor tremenda no
meu peito. Dia 1 de Agosto. "AMO-TE MUITO PIQUICHO"
Quando estas palavras foram escritas, provocaram em mim, emoções que nenhuma palavra poderá alguma vez descrever. Fechei o bloco, fechei a alma à dor,fechei os olhos e
deixei de lutar contra a medicação que me puxava para a sonolência, tão benevolente e acolhedora, onde nada fica, a não ser o esquecimento de mim mesmo.

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